NO RIO TACUARY E ILHA BRASILEIRA

Combinamos com a turma para o fim de semana seguinte conhecer o Rio Tacuary, do lado uruguaio. Naquela semana de espera ventou muito de sudoeste. Tínhamos que ficar sempre atentos com os cabos das poitas. Para sair do clube contávamos com o comum vento fraco das manhãs. No dia 28 fomos os últimos a desatracar.

 

Antes de partir entregamos ao Comodoro, uma flâmula feita por nós,

agradecendo a calorosa hospitalidade, que recebemos de todos. 

 

O veleiro Adriana sairia no dia seguinte. Fizemos com segurança a passagem pelos "espigões", mas antes de chegar na boca do rio encalhamos 2 vezes e passamos por cima de uma rede. Já na Mirim o vento apertou um pouco e decidimos fazer a volta total do banco do Muniz, mesmo sabendo que teríamos vento "na cara" depois de contorná-lo. Depois de 2 horas de navegação chegamos na boca do Rio Tacuary. A entrada não foi difícil, porque o Taim que tem pouco calado foi na frente achando o caminho mais profundo. Lá dentro do Tacuary o nosso amigo Juan Zerpa nos esperava com seu veleiro Aquarius.

 

Juan Zerpa e seu veleiro Aquarius, um Madruga 24.

 

Ele nos falou de um projeto para preservação desta região que ele vem organizando, há alguns anos, com ajuda do governo. O Tacuary é de uma beleza ímpar!      

 

Entrando no Rio Tacuary, com o Taim e o Liberdade à frente.

 

Passeando pelo Rio Tacuary....

 

...a verdejante mata ciliar...

 

... velejando no canal lateral, em meio ao canto dos pássaros...

 

...e a navegada Zen com o Aquarius!

 

 

   À tardinha encostamos na margem de areias brancas e o Ivon do Swan convidou-nos para jantar um pernil de ovelha. Nós levamos uma bela salada...

 

Nascer do Sol vermelho, na foz do Tacuary, prenúncio de mau tempo....

 

...que no mesmo dia se confirmou, na  Ilha Brasileira.

 

   No dia seguinte nossos amigos foram embora para aproveitar o vento sudeste previsto para voltar a Pelotas. Nós tínhamos vontade de conhecer a Ilha Brasileira do Tacuary, umas 7 milhas mais ao sul. Convidamos o Juan para ir junto e, com muito pouco vento fomos com vela e motor. Na chegada o Juan foi na frente vendo a profundidade.

 

Aproximação da Ilha Brasileira....

 

 

... em meio aos juncos!!!

 

Esta ilha tem uma alagada interna e era lá que queríamos ir. Entramos relativamente bem mas com muito pouca água, chegando a bater nos 1,5 m, nosso limite de calado em meio aos juncos! Fiquei com medo de algum se enroscar na hélice, mas tudo foi bem. Ancoramos com 1,9 metros de profundidade, estranhamente, esta profundidade nos deixava bem tranquilos! O Juan teve que voltar para um trabalho e nós ficamos sozinhos, esperando os amigos do Adriana para o dia seguinte, resolvi então, pescar uns lambaris para passar o tempo.

 

Êta pescaria buenacha, tchê!

 

Os Lambarís!

 

O Adriana chegando, com seu comandante Emílio Oppitz,

e seu tripulante Sílvio Marchi.

 

Eles chegaram para o almoço. Seus planos eram de conhecer o Rio Cebollati e descer mais ao sul até São Miguel, mas nós ficamos preocupados em segui-los pois eles não possuem ecobatímetro para nos ajudar e, já tínhamos passado por alguns sustos, afinal de contas o TAO pesa 10 toneladas com uma quilha de 1,5 metros!          

   Na manhã seguinte nos despedimos deles que foram para o sul e nós para o norte. Nossa saída foi difícil, encostamos no fundo por algumas vezes até conseguir achar um pouco mais de água. Depois de estarmos livres ficamos com dois sentimentos difíceis de administrar: felizes por irmos embora sãos e salvos, mas tristes por saber que vai demorar muito tempo para voltarmos a essa fantástica Lagoa Mirim que ainda tem muitas outras belezas escondidas prontas para serem descobertas! 

 

A saída, num lindo dia de sol.

 

   Velejamos até a região entre a Caldeirinha e o banco do Fanfa, abrigados do vento sudeste. O dia seguinte seria de um longo contravento, por isso fomos dormir cedo com lanches já preparados.

   Acordamos antes do nascer do sol, e assim que clareou desancoramos já com a mestra içada. Com a ajuda do motor e a trinqueta, conseguimos fazer uma ótima média de velocidade, ajudados também pela corrente a favor.

 

 



31/12/2011

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