ILHABELA - ILHAGRANDE

                A CULTURA DE UM POVO SE MEDE PELA

                           QUALIDADE DE SUA ÁGUA

Na vinda para Ilhabela, já em águas paulistas, observamos muita sujeira boiando no mar, Sinal de cidade grande, superpopulação ou descaso com o meio ambiente? Acho que um tanto de cada!

Fizemos uma parada de quase uma semana em Ilhabela e no dia 3 de junho fomos até a Ilha Anchieta (que na carta náutica chama-se Ilha dos Porcos). Um lugar lindíssimo e protegido por uma lei estadual que proíbe a pesca num raio de 2 milhas de sua costa, apesar de vermos vários pesqueiros de pequeno porte fazendo arrastões pelo costão!

 

TAO ao por do sol na Ilha Anchieta

 

Lá já foi um presídio em meados do século passado e, como normalmente acontece até hoje com os presídio no Brasil, houve uma revolta dos presos pois lhes faltava até comida. A situação ficou fora de controle e uma revolta se formou. O diretor do presídio foi morto com requintes de crueldade! Mas hoje esse lugar é um santuário de flora e fauna marinha e terrestre, com cotias, capivaras e muitos outros animais introduzidos posteriormente. A Ilha Anchieta é realmente uma ilha de rara beleza.

 

Ruinas do presídio, na Ilha Anchieta

 

 

Nós na frente do prédio administrativo do presídio.

Estas duas fotos são do cel do Hebert.

 

O Hebert chegou a cogitar em caçarmos um capincho e fazer na brasa, pois eram tão mansinhas, mas foi só brincadeira, claro! Passamos uma noite ancorados lá. Quando ocorrem ventos fortes de sul, apesar da baía ser bem protegida, fica impossível de se ficar lá, pois os rolões de sul batem na costa oposta e entram na baía fazendo um banzeiro danado! Nossa sorte é que o mar estava bem calmo. No dia seguinte, 4 de junho seguimos para Ilha Grande.

 

Na Ponta da Joatinga, com o Chez Moi e a Ilha Grande ao fundo

 

Tínhamos pressa de chegar pois a Marga estava com passagem aérea marcada para Porto Alegre para exames de rotina. Perto da Ponta Negra, antes da Joatinga, avistamos outro veleiro seguindo na mesma direção. Pelo binóculo consegui ver seu nome, Soneca, e pelo rádio pude confirmar que é de um feliz construtor e proprietário de um Samoa 33. Seu nome é Spinelli. Quem já acessou o fórum do site yachtdesign.com.br do Geraldo Miranda de Barros, conhecido por  Cabinho, sabe de quem estou falando. Ele sempre participa das conversas dando opiniões pertinentes e dicas interessantes. Ele estava indo ao Encontro da ABVC no Bracuhy. Nós não tínhamos intenção de ir, principalmente depois que soubemos o preço do ingresso por pessoa: R$200,00. Para nós estava mais salgado que água do mar... Ficamos de nos encontrarmos pela Ilha Grande e nos conhecermos ao vivo.

Entrando na baía de Ilha Grande também começamos a ver muita sujeira boiando. É triste ver um lugar tão belo e tão mal cuidado! E isso nós percebemos ao encontrar navegadores de vários locais. Muitos jogam todo o lixo orgânico no mar, pensando que vão ser comidos pelos peixes ou que se "decompõem normalmente"! Eu gostaria de saber se alguém já conseguiu pescar com casca de cebolas, cascas de frutas, coador de café ou outra coisa do gênero! Todo esse material vai ficar nas águas até se decompor e o resultado dessa decomposição vai retirar o oxigênio da água pela proliferação das algas, além de ser muito chato ancorar numa enseada maravilhosa e ver em volta restos de lixo boiando! Se não puder dar o destino correto, é muito melhor então descer em terra e enterrar o lixo embaixo de uma árvore, numa altura que não seja alcançada pela maré. Fácil e ecológico. Quanto ao lixo seco, temos que mantê-lo a bordo até chegar numa marina ou clube. Esse é um trabalho de formiguinha, e para nós, nos deixa com a consciência mais tranqüila.

Na chegada a Ilha Grande fizemos contato com o Jan do Jamaluce  e combinamos um encontro no Sítio Forte.

 

Vista da enseada do Sítio Forte, praia da Tapera

 

A Marga fez uma jantinha para ele e o Hebert e depois ele seguiu para o Abraão e depois Rio de Janeiro e Cabo Frio. Ele já estava 3 semanas aqui esperando o vento certo! Alguns dias depois ele já estava e Nova Viçosa, Bahia!

À noite começou a ventar e quando levantamos para ver como as coisas estavam, vimos o Chez Moi garrando (garrar é um termo náutico que significa que a âncora se soltou do fundo) rapidamente! Fiquei tão nervoso que dei um berro e ele me respondeu. Depois de dar mais cabo vimos quando o Chez Moi parou rapidamente e aproou para o vento novamente! Era lua cheia e dava para ver tudo muito bem! Isso foi a 1 da manhã ficamos acordados até as 3 horas! Lá pelas 6 horas vimos o Chez Moi lá no meio da enseada da Tapera: ele havia garrado de novo. Passei um rádio e ele acordou. Depois de resolvido ele me disse que sua âncora havia se enroscado numa poita velha e carregado a poita com ele! No dia seguinte tudo estava calmo. Ganhamos fruta-pão dos vizinhos que moram lá, o Hebert cozinhou  e veio nos trazer à noite para nossa janta! Estava maravilhoso, só que o nome deveria ser fruta-batata, pois não tem nada a ver com pão! Mas Marga pensa o contrário...                                                    

 

 

 

 



16/08/2012

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