DOG HOUSE FIXO 1

Estamos em obras desde a volta da lagoa Mirim. E de lá para cá alguma coisa já mudou no design do TAO. O dog-house fixo está quase pronto, faltando apenas dar o acabamento no teto. Até agora foram 30 dias de trabalho, já contando com as paradas pelo natal, ano novo e algumas idas a Porto Alegre. Tapes é uma cidade bem legal. O clube também. Além do TAO há vários outros barcos em obras sendo feitas pelos seus próprios donos, e isso lembra um pouco as marinas ao redor do mundo onde os velejadores aproveitam para fazer as manutenções. Essa prática pouco se vê nos clubes. E é muito legal, porque no final da tarde sempre nos encontramos para tomar um bom chimarrão e trocarmos experiências. As ferramentas também são socializadas. Como tenho bastante experiência em motores tenho sido requisitado para fazer alguns serviços, desde que não atrapalhe o desempenho dos meus, claro. Mas a gente sempre dá um jeitinho para satisfazer os amigos! Nesta época do ano aqui em Tapes chegam muitos veleiros visitantes, tanto de Porto Alegre como de Rio Grande, Pelotas, etc. É um bom momento para fazermos novas amizades também!

O dog-house do TAO foi motivo de muita discussão, pesquisas e dúvidas entre nós por vários anos. Nunca encontrávamos algum que realmente nos interessasse, tanto pela beleza, como pela proteção em relação ao tipo de cockpit. O único que eu gostava era do modelo sueco Halberg Rassy e eu tinha muito receio de imitá-lo por parecer ser muita pretensão, até que o pobre dog-house de lona se rasgou pela enésima vez e ficamos obrigados a dar um jeito mais definitivo! Foi aí que decidimos fazer igual ao do modelo 46 pés, que tem um teto de fibra, pois o modelo 37 tem só um pára-brisa que se adapta no bimini. Pesquisamos pela internet e encontramos muitas fotos de vários ângulos para eu poder fazer um desenho num papel para ter algo a me basear para a obra.

Fotos do Halberg Rassy, que nos inspiraram:

 

 

 

 

 

 

Comecei pensando de que material iria fazê-lo: madeira ou inox?! Depois de uma tentativa de fazer um modelo em madeira, vi que seria bem mais complicado que de inox. E eu possuo todas as ferramentas para metal. Também levei em conta que a estrutura deveria ser leve e também bem reforçada, pois iria usar vidros laminados! Fui a procura de inox usado num ferro velho em Porto Alegre e encontrei umas esquadrias com perfis retangulares de espessura de 1,25 mm, que provavelmente servia para acabamento de mesa de buffet, super leves que serviriam bem para iniciar a obra.

 

 

Início da obra.

 

Agora já bem adiantada, com o perfil utilizado.

 

Todo o material me custou R$170,00! Levei-os para Tapes e dei início ao projeto. Mas tive alguns problemas pois o TAO tem curvas no convés e é quase impossível simular essas curvas longe do barco. Decidi então fazê-lo direto no TAO.

 

Ricardo soldando.

 

Já com o vidro e a primeira cobertura de compensado naval.

 

Aí a coisa melhorou e andou mais rápida. Cada final de tarde eu aspirava todo o convés para evitar que limalhas de aço se grudassem e enferrujassem a pintura. Depois de pronto foi a vez da preparação para a pintura do dog-house: resina epóxi nas soldas, massa de emparelhar nos detalhes, fundo epóxi e PU automotivo para o acabamento!

Para poder encomendar os vidros laminados, fizemos moldes com compensado de 3 mm e entregamos à vidraçaria, onde gastamos R$650,00, em 4x no cartão. Colei-os com cola de pára-brisa automotivo, que depois de seca fica uma borracha muito forte e flexível. Foi bem mais fácil que pensávamos!  

 

Final da primeira fase.   

Continua no 'DOG HOUSE FIXO 2'    

 



22/03/2012
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